Rádio Alternativo
As alternativas ao alternativo:
- 100nada
- 3tesas não pagam dívidas
- amor e ócio
- à beira mar plantada
- a praia
- barnabé
- blog inspirado
- blogotinha
- blogue de esquerda
- blogue dos marretas
- bomba inteligente
- cérebros retalho
- cinejrb
- conversas com os meus botões
- desassossegada
- desblogueador de conversa
- e depois do adeus
- esplanar
- fora do mundo
- gato fedorento
- janela para o rio
- lyricmoods
- memória inventada
- mi mamá me mima
- muito sobre nada
- o blog dos putos
- penso eu de que...
- rititi
- salada de fruta
- vida de pais
- xobineski patruska
Cinema do alternativo:
Receitas do alternativo:
tomate acebolado
molho de queijo
com raspas
Arquivos
A grande vantagem de ter um blog é que uma pessoa pode escrever sobre o que bem lhe apetece.
Quarta-feira, Fevereiro 23, 2005
Um problema no computador impossibilitou-me de aceder à Internet nestes últimos dias e de poder analisar a avalanche de acontecimentos políticos que aconteceram no nosso país. Acredito que a blogosfera em peso deva ter escrito tudo e mais alguma coisa sobre isto (ainda não tive tempo para ler nada), mas também eu queria dar a minha opinião…
A minha educação sempre foi social democrata. Cresci a ouvir dizer que era a direita que enriquecia o país e a esquerda que esbanjava os cofres do estado. Sempre me enquadrei nos ideais do PSD e assim que pude votar foi nos laranjas que coloquei a minha cruzinha.
Até o Durão aceitar o cargo de Presidente da União Europeia, mais ou menos concordei com as medidas social democratas. Claro que há questões que não sou da mesma opinião que os restantes membros do partido (a questão do aborto, por exemplo), mas no global vejo-me laranja.
Tudo isto mudou quando o Santana Lopes assumiu o cargo de Primeiro-Ministro. Não gosto do senhor e não acho que ele merecesse tamanha responsabilidade. Acho que tinha razão, e a prová-lo estiveram os quatro meses de governação. Bem sei que quatro meses em política não é nada, mas as enormes confusões que houveram no partido foram fulcrais para que eu, nestas eleições, não votasse PSD.
Punha-se então um dilema. Em quem votar? Partindo do princípio que não votaria em branco, teria que escolher entre os outros quatro partidos.
Não votaria PP nunca na vida e não daria o meu voto aos socialistas. Apesar de ser de uma zona de comunistas, nunca me identifiquei com os seus ideais, logo, por exclusão de partes, votei BE. Foi um voto difícil, mas fi-lo em consciência.
No Domingo tive inúmeras surpresas, algumas agradáveis (como a demissão do Paulo Portas), outras nem tanto (como a maioria absoluta do PS).
Quanto ao PP, não sei até que ponto o partido irá sobreviver sem a figura do seu líder. Quer se goste ou não, Paulo Portas era a cara (o corpo e os pés) do PP. O partido foi feito à sua medida e não estou a ver mais ninguém que o conduza tão bem (dentro, claro, dos ideais do PP) como Portas o fez…
Quanto à maioria do PS, sempre acreditei que não se concretizasse. Mas aconteceu e não sei até que ponto isto será benéfico para o país. Não gosto de absolutismos, daí não gostar das maiorias absolutas, mas o futuro o dirá. Espero mesmo que o PS esteja à altura que toda a gente espera. Deram-lhes a maioria absoluta que pediram, agora vejam se fazem por isso!
Entretanto, ontem cai uma bomba no PSD. Santana demitiu-se… Sinceramente fiquei contente. Santana nunca agradou a gregos e troianos e, finalmente, percebeu isso. Pena que tenha sido tão tarde… Marques Mendes candidata-se e os sociais democratas voltam a acreditar. Eu, pelo menos, sim. Espero que Marques Mendes consiga unir o partido novamente, porque as coisas não estão muito bem. Mas, também, tem quatro anos para isso…
Agora só falta esperar e ver. Muito sinceramente quero que saiamos deste fosso, seja por mão do PS ou do PSD. Acho que o país e os portugueses já sofreram que chegue. É altura de melhores ventos e mais bonança. Veremos…
A minha educação sempre foi social democrata. Cresci a ouvir dizer que era a direita que enriquecia o país e a esquerda que esbanjava os cofres do estado. Sempre me enquadrei nos ideais do PSD e assim que pude votar foi nos laranjas que coloquei a minha cruzinha.
Até o Durão aceitar o cargo de Presidente da União Europeia, mais ou menos concordei com as medidas social democratas. Claro que há questões que não sou da mesma opinião que os restantes membros do partido (a questão do aborto, por exemplo), mas no global vejo-me laranja.
Tudo isto mudou quando o Santana Lopes assumiu o cargo de Primeiro-Ministro. Não gosto do senhor e não acho que ele merecesse tamanha responsabilidade. Acho que tinha razão, e a prová-lo estiveram os quatro meses de governação. Bem sei que quatro meses em política não é nada, mas as enormes confusões que houveram no partido foram fulcrais para que eu, nestas eleições, não votasse PSD.
Punha-se então um dilema. Em quem votar? Partindo do princípio que não votaria em branco, teria que escolher entre os outros quatro partidos.
Não votaria PP nunca na vida e não daria o meu voto aos socialistas. Apesar de ser de uma zona de comunistas, nunca me identifiquei com os seus ideais, logo, por exclusão de partes, votei BE. Foi um voto difícil, mas fi-lo em consciência.
No Domingo tive inúmeras surpresas, algumas agradáveis (como a demissão do Paulo Portas), outras nem tanto (como a maioria absoluta do PS).
Quanto ao PP, não sei até que ponto o partido irá sobreviver sem a figura do seu líder. Quer se goste ou não, Paulo Portas era a cara (o corpo e os pés) do PP. O partido foi feito à sua medida e não estou a ver mais ninguém que o conduza tão bem (dentro, claro, dos ideais do PP) como Portas o fez…
Quanto à maioria do PS, sempre acreditei que não se concretizasse. Mas aconteceu e não sei até que ponto isto será benéfico para o país. Não gosto de absolutismos, daí não gostar das maiorias absolutas, mas o futuro o dirá. Espero mesmo que o PS esteja à altura que toda a gente espera. Deram-lhes a maioria absoluta que pediram, agora vejam se fazem por isso!
Entretanto, ontem cai uma bomba no PSD. Santana demitiu-se… Sinceramente fiquei contente. Santana nunca agradou a gregos e troianos e, finalmente, percebeu isso. Pena que tenha sido tão tarde… Marques Mendes candidata-se e os sociais democratas voltam a acreditar. Eu, pelo menos, sim. Espero que Marques Mendes consiga unir o partido novamente, porque as coisas não estão muito bem. Mas, também, tem quatro anos para isso…
Agora só falta esperar e ver. Muito sinceramente quero que saiamos deste fosso, seja por mão do PS ou do PSD. Acho que o país e os portugueses já sofreram que chegue. É altura de melhores ventos e mais bonança. Veremos…