Rádio Alternativo
As alternativas ao alternativo:
- 100nada
- 3tesas não pagam dívidas
- amor e ócio
- à beira mar plantada
- a praia
- barnabé
- blog inspirado
- blogotinha
- blogue de esquerda
- blogue dos marretas
- bomba inteligente
- cérebros retalho
- cinejrb
- conversas com os meus botões
- desassossegada
- desblogueador de conversa
- e depois do adeus
- esplanar
- fora do mundo
- gato fedorento
- janela para o rio
- lyricmoods
- memória inventada
- mi mamá me mima
- muito sobre nada
- o blog dos putos
- penso eu de que...
- rititi
- salada de fruta
- vida de pais
- xobineski patruska
Cinema do alternativo:
Receitas do alternativo:
tomate acebolado
molho de queijo
com raspas
Arquivos
A grande vantagem de ter um blog é que uma pessoa pode escrever sobre o que bem lhe apetece.
Quarta-feira, Fevereiro 16, 2005
“O amor perfeito foi criado por Hollywood para vender filmes.”
Ouvi esta frase não sei onde nem em que situação, mas nunca mais me saiu da cabeça.
É engraçado como o conceito de amor vai mudando ao longo da vida. Quando jovenzinhos, com as hormonas aos saltos, achamos que o mundo é perfeito e que a nossa alma gémea existe, basta procurá-la bem.
Na casa dos vinte, essa idealização da alma gémea já desapareceu. Depois de tanto batermos com a cabeça no tecto, apenas queremos encontrar alguém que nos ature e que seja fácil de aturar.
Aquando trintões, o pensamento já é mesmo “casar, casar já!”. Vemos casais por tudo o que é lado, a nossa família quer ver-nos amarrados a alguém custe o que custar e a lista de casos que não passaram disso ocupam já duas folhas A4.
Depois, já casados e quarentões, vivemos a monotonia da vida. Já experimentámos todas as posições, já sabemos de cor como é o corpo do outro cônjuge e apenas parecemos viver para os nossos filhos. Amor fica sinónimo de convivência, habituação.
Em velhos, então, amor já se transformou mesmo em dependência.
Eu sei que estou a generalizar e que esta é uma imagem muito negativa daquilo que é uma vida a dois, mas a minha situação actual é de total desacreditação face àquilo a que chamam de Amor. Não estou com paciência para engates, para o começar tudo de novo, para o paraíso das primeiras semanas e a desilusão das seguintes.
Não sou fácil namorada, admito. Há uma música do António Variações que reproduz na íntegra o que sou numa relação: “Eu só estou bem onde não estou, porque eu só quero ir aonde não vou”. Quero quem não tenho e ignoro quem me quer. Quando estou com pessoas carinhosas aquilo parece-me muito lamechas, quando estou com alguém que nada tem de romântico só me apetece é jantares de velas. Quando dou quero receber e quando recebo não me sabe bem…
Não me considero uma pessoa difícil (nem pouco mais ou menos), mas no que concerne a relações, caramba, ainda tenho um longo caminho a percorrer…
Uma amiga uma vez disse-me que o meu mal era ser demasiado exigente. Olha foda-se, então se eu quero encontrar alguém que em principio será meu parceiro para toda a vida, não terei que ser exigente? Não terei que escolher o melhor? A coisa não está fácil para o meu lado, mas não é por falta de opções. É sim porque hoje, agora, não acredito no amor. Este foi inventado, ouvi dizer… Sim, por Hollywood.
Ouvi esta frase não sei onde nem em que situação, mas nunca mais me saiu da cabeça.
É engraçado como o conceito de amor vai mudando ao longo da vida. Quando jovenzinhos, com as hormonas aos saltos, achamos que o mundo é perfeito e que a nossa alma gémea existe, basta procurá-la bem.
Na casa dos vinte, essa idealização da alma gémea já desapareceu. Depois de tanto batermos com a cabeça no tecto, apenas queremos encontrar alguém que nos ature e que seja fácil de aturar.
Aquando trintões, o pensamento já é mesmo “casar, casar já!”. Vemos casais por tudo o que é lado, a nossa família quer ver-nos amarrados a alguém custe o que custar e a lista de casos que não passaram disso ocupam já duas folhas A4.
Depois, já casados e quarentões, vivemos a monotonia da vida. Já experimentámos todas as posições, já sabemos de cor como é o corpo do outro cônjuge e apenas parecemos viver para os nossos filhos. Amor fica sinónimo de convivência, habituação.
Em velhos, então, amor já se transformou mesmo em dependência.
Eu sei que estou a generalizar e que esta é uma imagem muito negativa daquilo que é uma vida a dois, mas a minha situação actual é de total desacreditação face àquilo a que chamam de Amor. Não estou com paciência para engates, para o começar tudo de novo, para o paraíso das primeiras semanas e a desilusão das seguintes.
Não sou fácil namorada, admito. Há uma música do António Variações que reproduz na íntegra o que sou numa relação: “Eu só estou bem onde não estou, porque eu só quero ir aonde não vou”. Quero quem não tenho e ignoro quem me quer. Quando estou com pessoas carinhosas aquilo parece-me muito lamechas, quando estou com alguém que nada tem de romântico só me apetece é jantares de velas. Quando dou quero receber e quando recebo não me sabe bem…
Não me considero uma pessoa difícil (nem pouco mais ou menos), mas no que concerne a relações, caramba, ainda tenho um longo caminho a percorrer…
Uma amiga uma vez disse-me que o meu mal era ser demasiado exigente. Olha foda-se, então se eu quero encontrar alguém que em principio será meu parceiro para toda a vida, não terei que ser exigente? Não terei que escolher o melhor? A coisa não está fácil para o meu lado, mas não é por falta de opções. É sim porque hoje, agora, não acredito no amor. Este foi inventado, ouvi dizer… Sim, por Hollywood.