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Sábado, Fevereiro 26, 2005
Há três dias fui cortar o cabelo e fazer caracóis. O resultado não foi o esperado. Eu, que até tinha um cabelo giro à Joss Stone, fiquei com uma juba que deixaria qualquer leão verde de inveja…Tudo bem, eu até gosto deste ar à Grace, mas não é isto que interessa.
O assunto fulcral aqui é a honestidade entre amigas. A Nélia, uma das minhas amigas, assim que saí da cabeleireira, retorquiu de imediato “Hi hi, pareces um caniche!”. Não me importei nada com isso, nem com o facto de ela dizê-lo em alto e bom som numa das ruas mais movimentadas de Palmela. Não… Fiquei sim contente por ela dizer o que achava. Porque eu parecia mesmo um caniche naquela altura! E depois disso fomos logo para minha casa onde, juntas, tentámos dar um jeito ao cabelo e torná-lo o melhor possível.
Entretanto, a Nélia foi sair com amigas do trabalho e contou-lhes a minha história. Mais tarde, veio-me perguntar se eu tinha ficado chateada por ela me chamar de caniche.
- Claro que não! És minha amiga, e as amigas devem dizer a verdade umas às outras…
- Pois, foi isso que eu lhes disse, mas elas disseram-me que eu deveria ter-te mentido, vê lá!
A amizade é algo grandioso que acarreta muitas obrigações. Uma delas é dizer sempre a verdade, mesmo que saibamos que os nossos amigos ficariam mais contentes com uma mentirinha. Com as minhas amigas sempre agi assim, sempre lhes disse a verdade e não o que elas queriam ouvir. Às vezes era dura demais, mas elas devem ter apreciado, porque ainda me pedem opiniões. Portanto, é isto que também espero delas. Que me digam que pareço um caniche quando realmente o pareço. Não é tão lisonjeador quando um “’Tás tão gira!”, mas é mais sincero e sabe melhor. Porque se não for das nossas amigas que ouviremos as verdades, de quem será?
By the way, os dias em que parecia um caniche já lá vão, graças a Deus…
O assunto fulcral aqui é a honestidade entre amigas. A Nélia, uma das minhas amigas, assim que saí da cabeleireira, retorquiu de imediato “Hi hi, pareces um caniche!”. Não me importei nada com isso, nem com o facto de ela dizê-lo em alto e bom som numa das ruas mais movimentadas de Palmela. Não… Fiquei sim contente por ela dizer o que achava. Porque eu parecia mesmo um caniche naquela altura! E depois disso fomos logo para minha casa onde, juntas, tentámos dar um jeito ao cabelo e torná-lo o melhor possível.
Entretanto, a Nélia foi sair com amigas do trabalho e contou-lhes a minha história. Mais tarde, veio-me perguntar se eu tinha ficado chateada por ela me chamar de caniche.
- Claro que não! És minha amiga, e as amigas devem dizer a verdade umas às outras…
- Pois, foi isso que eu lhes disse, mas elas disseram-me que eu deveria ter-te mentido, vê lá!
A amizade é algo grandioso que acarreta muitas obrigações. Uma delas é dizer sempre a verdade, mesmo que saibamos que os nossos amigos ficariam mais contentes com uma mentirinha. Com as minhas amigas sempre agi assim, sempre lhes disse a verdade e não o que elas queriam ouvir. Às vezes era dura demais, mas elas devem ter apreciado, porque ainda me pedem opiniões. Portanto, é isto que também espero delas. Que me digam que pareço um caniche quando realmente o pareço. Não é tão lisonjeador quando um “’Tás tão gira!”, mas é mais sincero e sabe melhor. Porque se não for das nossas amigas que ouviremos as verdades, de quem será?
By the way, os dias em que parecia um caniche já lá vão, graças a Deus…