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sexta-feira, setembro 24, 2004

Tenho uma amiga que anda a passar um mau momento. Tem de sair de casa, está sem dinheiro, o trabalho anda meio tremido e acabou o namoro de quase dois anos. Obviamente, destes quatro acontecimentos, o último é aquele que mais a perturba.
Acabar um namoro é sempre difícil e quando isto acontece porque há uma terceira pessoa, a dor quadripla. Nestes últimos dias tenho sido "o ombro". Já ouvi frases de raiva com muitas "cabras" e "filhos da mãe" à mistura, já ouvi muitas pragas, já ouvi muitas idas abaixo, já ouvi choros e já ouvi muitos "...mas eu gosto dele".
Ser traída deve ser das piores dores quando se ama. E ver a traição deve ser o apogeu da dor. Mas, como se sabe, amor e ódio são dois opostos muito próximos e quando se está numa realidade destas, muda-se de um para outro a uma velocidade vertiginosa. Ela odiou. Depois voltou a amá-lo. Odiou-o uma vez mais mais e agora acho que está no meio dos dois sentimentos. Conformação, acho. Ou também incapacidade de sentir o que for, por enquanto.
Com este torbilhão de coisas a acontecerem ao mesmo tempo, ela está no abismo do pessimismo e eu, uma optimista nata, não conheço este mundo. É que quando uma pessoa vê o seu coração partido em mil bocadinhos, sofre. E sofre durante muito tempo, o tempo que dura colar os pedacinhos todos outra vez.
Mas eu tento, tento muito ajudá-la. E, aos poucos, acho que vou conseguindo. Tudo é efémero. E é assim que temos que pensar quando estamos menos bem.

Moral da história: É melhor ser amado que amar. Dói menos...

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