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Quinta-feira, Julho 15, 2004
Gosto muito de filmes animados e, como tal, não poderia perder o Shrek 2, já que adorei o primeiro.
Neste filme, Shrek e a Princesa Fiona, já casados, são surpreendidos com um convite para visitarem os pais de Fiona, rei e rainha do reino "Bué bue de longe" (ou "Far Far Away", na versão original). Sempre com o Burro atrás, ambos viajam até ao reino, a fim de aceitarem a bênção dos pais de Fiona. Mas não é qualquer pai que aceita um ogre como genro...
Numa história cuja moral é a mesma que o primeiro, ou seja, o aspecto exterior é irrelevante face ao amor, Shrek 2 continua a diversão, os diálogos engraçadíssimos e as piadas inteligentes. Conta com novas personagens, nomeadamente um hilariante Gato das Botas que fala espanhol, é espadachim e rouba todas as cenas em que participa. Com a voz original de Antonio Banderas, o Gato das Botas é, para mim, a personagem mais divertida desta sequela, com tiradas cómicas brilhantes.
Com um desenho excelente e muito mais bonito que o primeiro (o reino dos pais de Fiona cheio de cores e detalhes, semelhando-se muito a Hollywood, com drive-carruagens-in, palmeiras e néons), Shrek 2 utiliza mais uma vez inúmeras referências cinematográficas captadas de outros filmes. Se no primeiro víamos a princesa numa cena de luta à Matrix, agora vemos um Pinóquio tal Tom Cruise na Missão Impossível, cenas adaptadas do Senhor dos Anéis e imagens do Música no Coração).
A versão portuguesa (que foi a que eu vi) estava deveras hilariante. Obviamente que gostava de ouvir o Eddie Murphy a fazer de Burro, mas os tradutores portugueses conseguiram (tal como no primeiro) captar muito bem os diálogos e até fazer as falas com sotaques típicos (o Shrek provinciano, a empregada do restaurante de fast-food brasileira). Não me desapontou, tal como não me têm desapontado as últimas dobragens de filmes animados que tenho visto. Parabéns!
Eu, particularmente, gostei. Aconselho vivamente a quem gostou do primeiro. E tenham atenção àquele Gato, que é uma peça…