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sexta-feira, julho 30, 2004

Durante estes meses de férias, a minha irmãzinha tem como tarefa fazer exercícios de livros que resumem a matéria dada no seu ano lectivo passado, a fim de não se esquecer da matéria e também ir exercitando mais o seu saber.
De vez em quando, há perguntas que ela não percebe, ao que eu, naturalmente, tento sempre explicar-lhe e fazê-la entender. Mas hoje a miúda já não se lembrava de como fazer divisões com dois dígitos e o problema é que eu também não. Habituada que estou à calculadora, sabia lá dividir 756 por 49!
Vai daí, tive que estar um bom quarto de hora a pensar, a exercitar a minha matemática, primeiro com números mais fáceis, depois contas já mais complicadas, para ver se me conseguia lembrar como fazer as malditas divisões.
Depois para ver se a conta estava certa, tentei fazer a “prova dos nove”, a facílima “prova dos nove” e também já não me lembrava! Tive que perguntar ao meu pai, que olhou para mim com um ar de quem não acredita no que está a ouvir…
Incrível como nós nos habituámos de tal maneira às calculadoras e outros instrumentos que façam o trabalho por nós e perdemos por completo a capacidade de raciocínio e destreza mental… E o estranho foi ver o meu pai, que tem mais do dobro da minha idade, fazer as contas com uma rapidez que até me envergonhou! Ele, que há quase quarenta anos que aprendeu a fazer estas contas, ainda se lembra de tudo e eu, não… Que decepção!
Estaremos a ficar cada vez mais dependentes das máquinas que nos facilitam o trabalho mas que também nos emperram o cérebro? A quantidade de informação que hoje apreendemos é superior à que os nossos pais, com a nossa idade, dispunham, mas estaremos nós a perder a capacidade de saber de cor as coisas simples da vida? O que se passa connosco, afinal? Estaremos a ficar… ah… mais burros?

Nota: Por falar nisso, a adivinha iztúpida continua sem solução… Não querem tentar?

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