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segunda-feira, março 15, 2004

Cheguei agora mesmo do cinema onde vi a Paixão de Cristo. E não sei o que dizer…
O filme de Mel Gibson relata as últimas horas da vida de Jesus de Nazaré, desde que foi capturado pelos judeus, graças à ajuda de Judas, até à sua morte e posterior ressurreição, com pequenos flashbacks que fazem a ligação entre acções passadas e o presente da acção. Retrata os Evangelhos com as personagens principais e é falado em aramaico e em latim (foi engraçado para mim, que tive latim no secundário, perceber algumas palavras e pequenas frases) que dá bastante veracidade ao filme.
Gibson, na Paixão de Cristo, centrou-se principalmente no sofrimento físico de Jesus e é aqui que está a essência do filme: o padecimento terrível que Jesus passou naquelas horas.
Há duas hipóteses, na minha opinião, de ir assistir ao filme: vê-lo apenas como uma obra cinéfila ou como um acontecimento histórico da religião cristã.
Tive uma educação católica praticante. Fiz a catequese e o Crisma, mas nunca fui muito religiosa. Gostava da catequese pelos colegas e pela mensagem, pelas metáforas, pelo Bem. Mas há uns tempos para cá que ando com a passar uma crise religiosa. Ando com dúvidas. Sei que há um Deus, mas não tenho fé. Ou vice-versa… É complicado explicar. Nem mesmo eu sei no que creio.
Mas mesmo com este turbilhão de dúvidas foi impossível assistir ao filme apenas como um filme. Foi impossível não me emocionar. Foi impossível não pensar no que Ele sofreu.
O filme é duro. Mesmo muito forte. Nada aconselhado a pessoas sensíveis. Eu sabia que o Mel Gibson é um católico fervoroso, logo o filme tinha de ser fortíssimo. Já me tinham avisado, eu mesma já sabia do sofrimento do caminho para o calvário, mas uma imagem vale mesmo mais que mil palavras.
É um filme que não posso aconselhar, porque acho que deve partir de cada um a vontade (se houver) de o ir ver. Marca…

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