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segunda-feira, fevereiro 09, 2004

Este fim-de-semana vi dois filmes fantásticos. Eu sei que deveria estar a fazer o meu Relatório de Estágio, mas não há muitas coisas que me dêem mais prazer que estar duas horas a ver uma boa película.

No Sábado vi, pela primeira vez, o Cães Danados (Reservoir Dogs) do Quentin Tarantino. Eu sei que já aqui tinha dito que sou grande admiradora do trabalho do senhor, e os grandes admiradores devem ver toda a obra dos seus ídolos. É inacreditável que até à data ainda não o tivesse visto, mas era o único: Pulp Fiction, Jackie Brown, Kill Bill, todos eles estão na minha lista de filmes preferidos. Só faltava mesmo o Cães Danados (Reservoir Dogs), falha que agora emendei.
O Cães Danados foi, para quem não sabe, o filme de estreia do Tarantino. Lançado em 1991, tem um elenco de luxo: Harvey Keitel, Tim Roth, Michael Madsen, Steve Buscemi e, claro, o próprio Tarantino. Filmado quase sempre num armazém, no rescaldo de um confuso assalto, a história desenvolve-se com um grupo de bandidos que discute o que correu mal depois de uma emboscada da polícia e qual deles traiu o grupo. Só vou acrescentar que o resto é muito ao “género Tarantino”, com flashbacks, humor negro e muito sangue à mistura.
O que me deslumbrou foi que só depois de ver este filme (o meu quarto de Quentin Tarantino) é que percebi a razão pela qual gosto tanto do trabalho deste senhor. Não é a maneira peculiar de realizar, nem aquele humor sarcástico, nem a elegância das cenas… Ok, é isto tudo, mas o que me faz mesmo admirar os seus filmes são as fabulosas histórias cheias de pormenores que ele põe em certas cenas.
Quem não se lembra da história da foot massage de Mia Wallace a um mafioso qualquer que despontou a ira do seu marido, o temível Mr. Wallace?
Numa cena do Cães Danados, alguém dizia ao Mr. Orange que são os pormenores que dão vida às histórias. Para mim, são os pormenores das histórias que dão vida aos filmes de Tarantino…

O outro filme que vi foi o Seabiscuit. Este ainda não estreou em Portugal, mas graças à nossa maravilhosa Internet, ontem um amigo emprestou-me o Divx e, como o filme teve tantas nomeações nos Globos e nos Óscares, não hesitei e vi-o imediatamente.
Ainda bem que o fiz, porque o filme é fabuloso. Também tem um elenco de peso. Tobey Maguire, Jeff Bridges e Chris Cooper representam muito bem uma história sobre um cavalo de corrida a quem foi dada uma chance para triunfar. E às vezes é apenas isso que é preciso.
O argumento está muito bom, desenrolando a história do Seabiscuit (nome do cavalo) e dos três homens directamente ligados a ele (o proprietário, o joker e o treinador) ao mesmo tempo que mostra em pano de fundo a história da América no início do século XX (a década de prosperidade de 1920, o crash de Nova Iorque, a depressão e o renascimento da vida económica com o plano Marshall). O filme não tem cenas mortas nem termina no final da corrida do século, como seria o esperado, onde o nosso cavalo se bate contra um puro sangue. A história continua além disso, tento sempre factores cativantes que prendem a atenção ao máximo.
A moral deste final é que por muitas quedas que temos ao longo da vida, podemos sempre levantar e voltar à guerra. Sugestivo, não?
Eu gostei mesmo muito. Acho que é um filme a ver…

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