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Sábado, Janeiro 31, 2004

Ontem fui ao cinema com um amigo. Éramos para ir ver o último do Woody Allen, mas atrasámo-nos e fomos ver o 21 Grams.
Eu não sabia muito do filme, só que os dois actores, o Benicio del Toro e a Naomi Watts estão nomeados para o Óscar de Melhor Actor Secundário e Melhor Actriz e tinha lido na diagonal a crítica do DNA. Ou seja, fui sem nenhuma expectativa e sem saber o que ia encontrar. E como já é normal, quando não se tem expectativas nenhumas, o resultado normalmente é bom…
A sipnose filme não é muito fácil de explicar. Existe um homem, Paul (Sean Pean) que precisa urgentemente de um transplante de coração. Existe uma mãe de família (Naomi Watts) que perde o marido e as filhas num acidente. E existe o Jack (Benicio del Toro), antigo delinquente, que se converte ao cristianismo e segue à risca o que a Bíblia diz. Depois existe um enredo muito dramático à volta destas três personagens, que devido a acasos, vêem-se no limite da dor e do sofrimento da alma humana.
O realizador Alejandro González Iñárrita já nos tinha mostrado, em Amor Cão, o lado duro, frio e dramático do cinema. Quando vi o Amor Cão, há uns dois ou três anos, pensei que nunca mais iria ver um filme tão “forte”. Mas 21 Grams, não se fica atrás…
Cativante no filme é o facto de este não seguir uma sequência temporal lógica. Lembra o Pulp Fiction do Tarantino, onde o início era afinal o final. Aqui também se passa isso: tão depressa estamos a ver acções que já aconteceram, como logo a seguir a acção já é cronologicamente mais avançada. Realmente, uma das obras-primas do 21 Grams é mesmo a montagem, assim como alguns diálogos entre personagens.
Surpreendeu-me muito pela positiva.

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