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A grande vantagem de ter um blog é que uma pessoa pode escrever sobre o que bem lhe apetece.

segunda-feira, abril 18, 2005

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quinta-feira, março 24, 2005

Pode ser que com uma imagem destas venha cá mais vezes... Hum, hum, si que me gusta...

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terça-feira, março 22, 2005

Ando a pensar seriamente em acabar com o alternativo. Não é que já não goste de escrever ou que tenha falta de ideias, mas falta-me tempo para me dedicar como outrora já o fiz.
O problema é que (ainda) não o consigo fazer... Vim aqui para dizer adeus e deu-me um ataque de saudades que preferi escrever estas linhas. Ando muito indecisa porque vejo o alternativo como um "filho". É algo que precisa de atenção e dedicação diária e cortar o cordão umbilical de um dia para o outro é-me muito complicado.
Foi graças a ele que fiz alguns amigos, que brinquei, que desabafei, que me inchi de orgulho. E eu ainda não consigo deixá-lo... Que culpa tenho eu de ser uma mãe galinha?
Estou aqui e só me apetece postar, postar até não poder mais. Mas e depois quando recomeçarem as aulas e as horas do dia não forem suficientes para alimentá-lo de letras, imagens e pensamentos? Vou voltar à mesma indecisão, já sei...
Acho que hoje, agora, vou deixar as coisas assim, num "até já!" que pode durar horas ou meses, quem sabe? Pode ser que amanhã me dê uma travadinha e desate a postar até me caírem os dedos ou que só volte a dizer alguma coisa quando o Benfica fique campeão (não resisti!).
Gosto muito deste espaço e de todos aqueles que por aqui passaram por, somente, terem perdido algum tempo a ler aquilo que escrevo. A todos muito, muito obrigada!
Ai, Jesus, deixa-me ir que já estou a ficar comovida...

Moral da história: Sofia - Então e que defeitos é que eu tenho?
Mókina - Hum... Seres imprevísivel...
Sofia - E isso é um defeito?

quinta-feira, março 10, 2005

Piadinha do dia com sotaque espanhol...

Dice el a ella:
- Oye chica, dejame tocarte el wiwichu!
- Estas loco, mi negro, como crees?
- Andale chica dejame tocarte el wiwichu!
- No, nunca lo permitiria!
- Andale, dejame tocarte el wiwichu...
- Bueno, mi negro, solo porque te quiero mucho...
A lo que el negro saca la guitarra y le canta:
- Wi wi chu a merry crismas, wi wi chu a merry crismas, wi wi chu a merry crismas, and a japy niu yir.

terça-feira, março 08, 2005

É sempre interessante saber o que existe no mundo...
Mirny é uma cidade que fica na Sibéria onde, no Inverno, tem uma temperatura média de -40 graus Cº.
Na cidade existe este buraco de 1,5 quilómetros de diâmetro por 540 metros de profundidade resultado da extração de diamantes desde a década de 50.
Vejam as imagens impressionantes.

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Andei a fazer uma pesquisa nos classificados de algumas revistas e jornais (coisas de quem tem muito que fazer...). Encontrei alguns engraçados.

Homem de bons costumes procura mulher que os tire...

Procuro urgentemente cursos para ser milionário. Pago logo que o seja!

Troco caixas de brinquedos por revistas pornográficas.

Precisa-se de cama com mulher dentro.

Troco chiclet em bom estado por caramelo com pouco uso.

V ndo máquina d scr v r. V r qu falta uma t cla.

Troco preservativo roto por roupa de bebé...

Empresário com dois pénis procura secretária bilingue.

Procuro noiva com automóvel. Interessadas mandar foto do automóvel.

Jovem solteiro e sem compromisso aluga meia cama.

quarta-feira, março 02, 2005

Adoro curiosidades. Hoje descobri uma engraçada aqui.

"A força necessária para dar três espirros consecutivos, queima exactamente o mesmo numero de calorias que um orgasmo."

Mesmo assim, acho que prefiro ter um orgasmo a dar três espirros...

terça-feira, março 01, 2005

Porquê? Porque é que, de todos os lugares do país, eu tive que vir estudar logo para a cidade mais fria do momento???
Está tanto frio, mas tanto frio aqui na Guarda, que houveram lagos que gelaram... Mais um bocadinho e acho que não sinto os dedos dos pés! Socorro, tragam-me uma botija de água quente, por favor!
Uma vez que, este ano, não fiz o exercício de prever quem seriam os vencedores da 77ª edição dos Óscares, farei então uma pequenina análise do evento.

Chris Rock: Gostei muito do senhor. Achei-lhe bastante piada e acho que o rapaz esteve à altura do acontecimento. Mau mau foi aquela boca ao Jude Law. Coitado do moçoilo que não fez nada de mal para merecer aquilo...

Óscares Merecidos: Melhor Actor para Jamie Foxx (indiscutível!), Melhor Actor Secundário para Morgan Freeman (já estava na hora), Melhor Actriz Secundária para Cate Blanchett (merecidíssimo!), Melhor Filme de Animação para The Incredibles (este era certinho!), Melhor Argumento Original para Charlie Kaufman por Eternal Sunshine of the Spotless Mind (yes, yes, que adoro este doido!).

Óscares Surpresa: Melhor Actriz para Hilary Swank (outra vez? Coitadinha da Annette Bening... Mas a minha preferida era mesmo a Kate Winslet), Melhor Filme para Million Dollar Baby (foi mesmo surpresa) e Melhor Realizador para Million Dollar Baby (chamada chapada de luva branca de Clint Eastwood a todos os que não quiseram apoiar o filme!).

Melhor Discurso: Jorge Drexler, cantor da música "Al Otro Lado Del Río", vencedora na categoria de Melhor Música, que se limitou a cantar o refrão, encostando a um canto a exibição de Antonio Banderas.

Melhor Vestido: Robin Williams, definitivamente! Aquela camisa rosa não é absolutamente deliciosa?

domingo, fevereiro 27, 2005

Este ano tenho andado muito afastada de um dos meus maiores prazeres: o cinema. Para colmatar esta falha e não ir completamente em branco para os Óscares, anteontem fui ver O Aviador aos cinemas.
O filme não era aquele que eu mais queria ver (preferiria muito mais ter visto um Sideways ou um Million Dollar Baby), mas a falta de escolhas obrigou-me mesmo a ver o recordista de nomeações para os Óscares de 2005.
O filme (para quem ainda não sabe) retrata parte da vida de Howard Hughes (Leonardo DiCaprio), figura proeminente da história americana, bilionário, realizador de cinema, pioneiro da aviação americana, excêntrico e famoso por namorar algumas das mulheres mais bonitas do mundo, como Katharine Hepburn (brilhantemente representada por Cate Blanchett) e Ava Gardner (Kate Beckinsale).
O enredo inicia-se na década de 20, quando Hughes iniciava a realização daquele que viria a ser o filme mais caro até à data, “Hell’s Angels”, sobre aviões da I Guerra Mundial. É-nos então mostrado um rol de acontecimentos na vida de Hughes que, apesar de sair com mulheres famosas, apenas possuía uma paixão: os aviões. Atormentado por uma fobia aos micróbios, Hughes era o homem dos sete ofícios, um génio da aviação, mas uma alma atormentada pela doença. É triste ver que todos os génios são loucos…
A nível técnico, o filme está bem conseguido. Apesar de apenas mostrar parte da vida do magnata, a imagem geral de Howard Hughes foi bem representada. Contudo, não sei se a interpretação de Leonardo DiCaprio terá sido suficientemente satisfatória. Para mim, pelo menos, não foi, já que não consigo desligar-me da imagem de DiCaprio adolescente e começar a vê-lo como homem… Quando olhava para a Cate Blanchett perto de DiCaprio, achava sempre que ela o ofuscava, na medida em que era uma mulher junto de um (ainda) rapazinho.
A realização está particularmente boa, especialmente os planos feitos aquando a recriação das cenas do filme de Hughes, “Hell’s Angels”. Talvez seja desta que Scorsese ganhe o Óscar…
Apesar das 11 nomeações para os Óscares, não achei O Aviador um filme por aí além. Vê-se bem, mas não é um filme que arrebate paixões. Logo à noite veremos se, realmente, a Academia lhe coloca o carimbo de filme do ano ou não.

sábado, fevereiro 26, 2005

Há três dias fui cortar o cabelo e fazer caracóis. O resultado não foi o esperado. Eu, que até tinha um cabelo giro à Joss Stone, fiquei com uma juba que deixaria qualquer leão verde de inveja…Tudo bem, eu até gosto deste ar à Grace, mas não é isto que interessa.
O assunto fulcral aqui é a honestidade entre amigas. A Nélia, uma das minhas amigas, assim que saí da cabeleireira, retorquiu de imediato “Hi hi, pareces um caniche!”. Não me importei nada com isso, nem com o facto de ela dizê-lo em alto e bom som numa das ruas mais movimentadas de Palmela. Não… Fiquei sim contente por ela dizer o que achava. Porque eu parecia mesmo um caniche naquela altura! E depois disso fomos logo para minha casa onde, juntas, tentámos dar um jeito ao cabelo e torná-lo o melhor possível.
Entretanto, a Nélia foi sair com amigas do trabalho e contou-lhes a minha história. Mais tarde, veio-me perguntar se eu tinha ficado chateada por ela me chamar de caniche.
- Claro que não! És minha amiga, e as amigas devem dizer a verdade umas às outras…
- Pois, foi isso que eu lhes disse, mas elas disseram-me que eu deveria ter-te mentido, vê lá
!
A amizade é algo grandioso que acarreta muitas obrigações. Uma delas é dizer sempre a verdade, mesmo que saibamos que os nossos amigos ficariam mais contentes com uma mentirinha. Com as minhas amigas sempre agi assim, sempre lhes disse a verdade e não o que elas queriam ouvir. Às vezes era dura demais, mas elas devem ter apreciado, porque ainda me pedem opiniões. Portanto, é isto que também espero delas. Que me digam que pareço um caniche quando realmente o pareço. Não é tão lisonjeador quando um “’Tás tão gira!”, mas é mais sincero e sabe melhor. Porque se não for das nossas amigas que ouviremos as verdades, de quem será?
By the way, os dias em que parecia um caniche já lá vão, graças a Deus…
Ontem estava toda entretida a escrever um post para colocar aqui, quando mandei um safanão num copo com água que estava ao lado do computador e este caiu em cheio no teclado do portátil, derramando todo o seu conteúdo por cima das teclas…
Toda atrapalhada, corri em busca de um pano, de um lenço, de um bocado de papel que enxaguasse aquilo… Lá limpei o maior, mas quando ia a continuar a escrita, vi que as teclas tinham bloqueado! Bloqueado!!! Fartei-me de carregar em todas as letras do teclado, reiniciei o computador umas poucas de vezes, cheguei mesmo em pensar a ir buscar o secador de cabelo para tentar secar a possível água que tivesse entranhada no portátil, e nada…
Desesperada, desisti de tentar. Felizmente, hoje, a coisa já passou e já consigo escrever disparates outra vez… O que seria de mim se não os pudesse partilhar?

quinta-feira, fevereiro 24, 2005

E se as grandes marcas produzissem preservativos? (II)

Bufas100: Preservativos Bongo - Em cada pacotinho uma festa de sabores.

Jani: Preservativos McDonalds - Every time a good time.
Preservativos Douglas - Come in and find out...

André Barbosa: Preservativos Lego - É um preservativo novo todos os dias.

Elpimba: Preservativos netcabo - Adere já e Zztt!!Zztt!! O teu carregamento vale a dobrar!

Mitsou: Preservativos Magnum - É meu e só meu!

Mais ideias?
Os brasileiros dizem que "Deus fecha a porta mas abre uma janela". Afinal, isto é verdade, mesmo em questões amorosas...

Moral da história: Sim, há peixe novo na costa... Por enquanto é só um girino, mas pode ser que se transforme numa baleia. A ver, a ver...
Lembram-se de eu vos dizer que adorava uma conspiração? Pois bem, um leitor atencioso (que pediu o anonimato, vá-se lá saber porquê) mandou-me este e-mail que, segundo disse, não foi ele que escreveu mas assina por baixo. Leiam atenciosamente que a coisa é demais.

Com este texto, pretendo desmascarar a situação por traz do tsunami que
afectou grande parte da Ásia, e o terramoto que lhe antecedeu.

A 21 de Fevereiro de 1978, um submarino nuclear americano sofre uma avaria e afunda-se no Indico sul. Pouca ou nenhuma informação escapa para o mundo, estava numa missão secreta, com certeza. Uma enorme operação de resgate da preciosa carga, 8 ogivas nucleares, é posta em marca, mas convenientemente encoberta, ao estilo da Glomar Explorer. A manobra de diversão era procurar petróleo. Nada foi recuperado e o submarino continuou no fundo do oceano com a sua explosiva carga, mas o Americanos continuavam com o controle do armamento remotamente.

Em Setembro de 2003, astrónomos dos Estados Unidos descobriram um grande asteróide que se estaria aproximando rapidamente. Embora as possibilidades de impacto serem extremamente baixas, os cientistas previram a data de impacto para 21 de Março de 2014. Quase confirmado esse facto, os EUA decidiram depois de várias reuniões com os principais lideres do mundo e o primeiro-ministro da Índia (único pais afectado presente na reunião) com vista a resolver este problema da melhor forma. Conta-se que haviam várias formas de destruir o asteróide mas nenhuma era viável. Então decidiu-se aproveitar as 8 ogivas nucleares que sobraram do tal submarino afundado no Índico para provocar uma explosão que, de tão potente, deixaria a terra uns poucos milímetros fora da sua orbita normal e assim o asteróide já passaria ao lado da terra. Como é certo, os países perto da zona de explosão nunca concordariam, por isso a operação foi mantida
em absoluto sigilo. Todos os cálculos foram feitos e o cogumelo nuclear nunca chegaria perto da superfície da água, mas a data, veio a verificar-se que tinha sido muito mal escolhida.

A explosão nuclear ocorreu a 26 de Dezembro de 2004, encoberta por um suposto terramoto de 8.9, e mais tarde rectificado para 9.0 na escala de Ritcher, cerca das 8 da manhã (hora local). As consequências foram devastadoras, estima-se mais de 300 mil mortos. Correu o rumor na imprensa que os americanos teriam tido o conhecimento do tsunami que se viria a formar uma hora antes de atingir a costa da Tailândia e não teriam conseguido avisar ninguém (pudera...). Os Americanos não queriam que ninguém soubesse o que eles tinham feito, mas o que é certo é que possivelmente fomos todos salvos devido a este acto, à primeira vista horrível, mas que a longo prazo será considerado heróico. O plano terá corrido bem, segundo a imprensa e um conceituado geofísico americano Richard Gross, devido à massa deslocada pela acção da explosão, o dia da explosão teve menos 3 micro segundos que um dia normal e o eixo da terra inclinou-se cerca de uma polegada, evitando o futuro impacto do asteróide.


Isto parece-me irreal demais, mas hein, pode ser possível, sei lá... O que acham?

quarta-feira, fevereiro 23, 2005

Um problema no computador impossibilitou-me de aceder à Internet nestes últimos dias e de poder analisar a avalanche de acontecimentos políticos que aconteceram no nosso país. Acredito que a blogosfera em peso deva ter escrito tudo e mais alguma coisa sobre isto (ainda não tive tempo para ler nada), mas também eu queria dar a minha opinião…
A minha educação sempre foi social democrata. Cresci a ouvir dizer que era a direita que enriquecia o país e a esquerda que esbanjava os cofres do estado. Sempre me enquadrei nos ideais do PSD e assim que pude votar foi nos laranjas que coloquei a minha cruzinha.
Até o Durão aceitar o cargo de Presidente da União Europeia, mais ou menos concordei com as medidas social democratas. Claro que há questões que não sou da mesma opinião que os restantes membros do partido (a questão do aborto, por exemplo), mas no global vejo-me laranja.
Tudo isto mudou quando o Santana Lopes assumiu o cargo de Primeiro-Ministro. Não gosto do senhor e não acho que ele merecesse tamanha responsabilidade. Acho que tinha razão, e a prová-lo estiveram os quatro meses de governação. Bem sei que quatro meses em política não é nada, mas as enormes confusões que houveram no partido foram fulcrais para que eu, nestas eleições, não votasse PSD.
Punha-se então um dilema. Em quem votar? Partindo do princípio que não votaria em branco, teria que escolher entre os outros quatro partidos.
Não votaria PP nunca na vida e não daria o meu voto aos socialistas. Apesar de ser de uma zona de comunistas, nunca me identifiquei com os seus ideais, logo, por exclusão de partes, votei BE. Foi um voto difícil, mas fi-lo em consciência.
No Domingo tive inúmeras surpresas, algumas agradáveis (como a demissão do Paulo Portas), outras nem tanto (como a maioria absoluta do PS).
Quanto ao PP, não sei até que ponto o partido irá sobreviver sem a figura do seu líder. Quer se goste ou não, Paulo Portas era a cara (o corpo e os pés) do PP. O partido foi feito à sua medida e não estou a ver mais ninguém que o conduza tão bem (dentro, claro, dos ideais do PP) como Portas o fez…
Quanto à maioria do PS, sempre acreditei que não se concretizasse. Mas aconteceu e não sei até que ponto isto será benéfico para o país. Não gosto de absolutismos, daí não gostar das maiorias absolutas, mas o futuro o dirá. Espero mesmo que o PS esteja à altura que toda a gente espera. Deram-lhes a maioria absoluta que pediram, agora vejam se fazem por isso!
Entretanto, ontem cai uma bomba no PSD. Santana demitiu-se… Sinceramente fiquei contente. Santana nunca agradou a gregos e troianos e, finalmente, percebeu isso. Pena que tenha sido tão tarde… Marques Mendes candidata-se e os sociais democratas voltam a acreditar. Eu, pelo menos, sim. Espero que Marques Mendes consiga unir o partido novamente, porque as coisas não estão muito bem. Mas, também, tem quatro anos para isso…
Agora só falta esperar e ver. Muito sinceramente quero que saiamos deste fosso, seja por mão do PS ou do PSD. Acho que o país e os portugueses já sofreram que chegue. É altura de melhores ventos e mais bonança. Veremos…

domingo, fevereiro 20, 2005

Já cumpri o meu acto cívico. Não houve qualquer problema em não levar o BI. Entreguei o cartão de eleitor e a carta de condução e nada me disseram. Tanto stress para nada...
Por aquilo que vi, a abstenção na minha terrinha será pouca, já que estava bastante gente nas urnas. Logo à noite se verá como correram as coisas. Preparados para uma mudança?

sexta-feira, fevereiro 18, 2005

Teoria da Conspiração

Demora um bocadinho a carregar, mas está espectácular. Vejam e digam-me se acreditam. Eu sim... Sempre adorei uma boa conspiraçãozinha...
Tenho um problema gravíssimo. Então não é que me esqueci do BI na Guarda? E agora como é que vou votar?
Ia-me dando um colapso quando, na gare, enquanto guardava a carteira, vi que o BI não estava na bolsa da mala que costuma estar. Claro, pu-lo na outra mala quando, à três dias, pedi o carro emprestado ao meu colega de casa.
O estúpido facto do BI ter um tamanho gigantesco estraga-me o esquema todo, já que não cabe na carteira onde tenho todos os outros cartões e então ele tem de andar assim, solto, sem local para ser guardado, a saltar de mala em mala.
Já no comboio engendrei um plano quase perfeito. Telefonei a um amigo que é de Almada e pedi-lhe que me trouxesse o BI amanhã, quando vier ele para a sua terrinha. Depois telefonei ao meu colega de casa, pedi que ele procurasse o dito bilhete de identificação e que combinasse um encontro com o tal amigo de Almada para lho entregar. Assim, se tudo correr bem, amanhã basta dar um pulinho a Almada para buscar o meu BI.
Mas digo “plano quase perfeito” porque há uma série de situações que podem acontecer para eu amanhã não estar na posse do meu rico BI. O meu colega pode não o encontrar, o amigo de Almada pode falhar ao combinado ou, pior, também ele pode-se esquecer de o meter na mala…

Moral da história: Alguém sabe se posso votar tendo outro cartão de identificação que não o BI?
Filosofias para 2005 (de uma optimista - que tenta ser - incansável) (XIII)

Lembra-te que não ter tudo o que se deseja é, por vezes, um magnífico golpe de sorte.

Adenda: Por vezes, mas só por vezes....

quarta-feira, fevereiro 16, 2005

Em A Gaivota, de Tchekov, sempre que o escritor ouve ou diz uma boa frase numa conversa, anota num caderninho para usar mais tarde numa peça.

Eu também, mas para usar aqui. Aliás, os meus amigos (que não sabem que tenho um blog) acham que ando a compilar um livro com as nossas frases ridículas.
Não quero desapontá-los. Qualquer dia tenho de fazer copy/paste à moda antiga, ou seja, com caneta e papel.
O amor perfeito foi criado por Hollywood para vender filmes.

Ouvi esta frase não sei onde nem em que situação, mas nunca mais me saiu da cabeça.
É engraçado como o conceito de amor vai mudando ao longo da vida. Quando jovenzinhos, com as hormonas aos saltos, achamos que o mundo é perfeito e que a nossa alma gémea existe, basta procurá-la bem.
Na casa dos vinte, essa idealização da alma gémea já desapareceu. Depois de tanto batermos com a cabeça no tecto, apenas queremos encontrar alguém que nos ature e que seja fácil de aturar.
Aquando trintões, o pensamento já é mesmo “casar, casar já!”. Vemos casais por tudo o que é lado, a nossa família quer ver-nos amarrados a alguém custe o que custar e a lista de casos que não passaram disso ocupam já duas folhas A4.
Depois, já casados e quarentões, vivemos a monotonia da vida. Já experimentámos todas as posições, já sabemos de cor como é o corpo do outro cônjuge e apenas parecemos viver para os nossos filhos. Amor fica sinónimo de convivência, habituação.
Em velhos, então, amor já se transformou mesmo em dependência.
Eu sei que estou a generalizar e que esta é uma imagem muito negativa daquilo que é uma vida a dois, mas a minha situação actual é de total desacreditação face àquilo a que chamam de Amor. Não estou com paciência para engates, para o começar tudo de novo, para o paraíso das primeiras semanas e a desilusão das seguintes.
Não sou fácil namorada, admito. Há uma música do António Variações que reproduz na íntegra o que sou numa relação: “Eu só estou bem onde não estou, porque eu só quero ir aonde não vou”. Quero quem não tenho e ignoro quem me quer. Quando estou com pessoas carinhosas aquilo parece-me muito lamechas, quando estou com alguém que nada tem de romântico só me apetece é jantares de velas. Quando dou quero receber e quando recebo não me sabe bem…
Não me considero uma pessoa difícil (nem pouco mais ou menos), mas no que concerne a relações, caramba, ainda tenho um longo caminho a percorrer…
Uma amiga uma vez disse-me que o meu mal era ser demasiado exigente. Olha foda-se, então se eu quero encontrar alguém que em principio será meu parceiro para toda a vida, não terei que ser exigente? Não terei que escolher o melhor? A coisa não está fácil para o meu lado, mas não é por falta de opções. É sim porque hoje, agora, não acredito no amor. Este foi inventado, ouvi dizer… Sim, por Hollywood.
Cliente – Queria uma loira menstruada.
Sofia – O QUÊ?
Cliente – Uma loira menstruada… Não sabes o que é?
Sofia – Eu sei o que é uma loira e sei o que é a menstruação, mas isto é uma discoteca e não uma casa de meninas…
Cliente – Tu és uma rapariga muito maldosa, sabias? O que eu queria era uma imperial com groselha…
Eu sei que falhei a promessa. Para quem queria melhorar a gestão do seu blog, confesso que não foi a melhor coisa a fazer. Mas a culpa não foi minha, e sim das muitas imperiais que bebi na Segunda-feira enquanto andava a comemorar o dia dos namorados (urgh!) com as minhas amigas solteiras…

Moral da história: A coisa correu tão bem que ontem não saí da cama. Maldito São Valentim…

segunda-feira, fevereiro 14, 2005

Eu sei que o meu alternativo já teve melhores dias...
Adianta dizer que ando cheia de trabalho?
Adianta prometer que amanhã trarei cinquenta mil posts?
Adianta dizer-vos que, a partir de amanhã, já terei tempo para vir cá (quase) todos os dias?
Não?
E se colocar aqui um anti-depressivo, vocês voltam?

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